R$ 800,00 é o Custo de Cada Bomba de Gás Usada no Brasil
- 14 de dez. de 2015
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Em artigo do dia 27/06/2013 no UOL Notícias, foi divulgado que o governo do Rio fez uma encomenda emergencial de 2.000 bombas de gás lacrimogênio para recompor seus estoques.
A encomenda saiu pela bagatela de 1 milhão e 600 mil reais.
Ou seja: cada bomba custou nada menos do que R$800,00!!!
O desperdício aqui é, literalmente, violento.
Basicamente, uma bomba de gás lacrimogênio vale mais que um salário mínimo – R$ 788,00, que correspondem a 220 horas de trabalho por mês. Uma bomba de gás vale mais que duas cestas básicas em Porto Alegre ou quase 3 cestas em Salvador.
Em setembro de 2015, Porto Alegre foi, novamente, a capital com a cesta com maior custo (R$ 385,70), seguido de São Paulo (R$ 383,21), Florianópolis (R$ 383,10) e Rio de Janeiro (R$ 362,90). Os menores valores médios foram observados em Aracaju (R$ 280,26), Natal (R$ 282,72) e Salvador (R$ 297,07). Fonte: G1.
Três bombas já pagam o salário do próprio Policial Militar que vai disparar as bombas.
A empresa brasileira que produz esses artefatos de guerra não-letal, chamada Condor Non-Lethal Technologies, está lucrando (e muito) com a onda de protestos. Não só com os protestos do Brasil, mas também com exportação, com mais de 41 países na lista de compradores. Dentre eles a Turquia, cuja demanda pelas bombas de gás brasileiras aumentou desde que começaram as revoltas por lá.
O aumento no uso dessas bombas é geral pelo mundo. No Egito, o governo que acabou de ser derrubado novamente havia comprado 113.000 cartuchos de gás lacrimogênio de empresas americanas. Tendo por base o valor pago no Brasil, a encomenda sairia por nada menos que R$ 90 milhões.
Outra informação curiosa presente na matéria do UOL é de que as bombas que a empresa Condor vendeu ao Rio haviam sido encomendadas por um país africano e tinham especificações diferentes das bombas utilizadas no Brasil: a concentração de ortoclorobenzalmalonitrilo, o lacrimogêneo (CS), era duas vezes maior que o utilizado pela polícia fluminense.
Não sou contra o uso de bombas e armas. Apesar de algumas vezes serem usadas contra pessoas de bem, vagabundo tem que tomar bomba, tiro e borrachada na cara, mas os gastos obviamente são absurdos e no Brasil com certeza são superfaturados, ainda mais quando a compra é feita sem licitação e controle como esta no Rio de Janeiro.
Se o país e o mundo fossem diferentes, sem políticos egoístas e psicopatas, esse dinheiro jamais seria gasto.
Fontes: